Naquela cidade todos conheciam o seu nome, porém poucos tinham tido o privilégio de ver o seu rosto,que ao contrário do que imaginavam , possuía traços vivos e joviais.
Park Chanyeol seria naquela tempo o melhor detetive que Nottinghan já conhecera!
O menino que nascera em Seoul-Coreia do Sul - Habitou em Londres , onde decidiu que que gostaria de ver os pais orgulhosos se esses ainda estivessem vivos.
Na verdade , Chanyeol perdera os pais quando ainda era jovem.
Decidiu que quando crescesse gostaria de poder ajudar as pessoas , principalmente se pudesse salva-las , pois infelizmente com os seus pais não pudera fazer tal coisa, apenas os viu morrer diante de seus olhos , ainda infantis e inocentes , diante do grande mundo ganancioso e petulante.
Mas Chanyeol não se culpava, nem mesmo culpava os criminosos, pois desde pequeno aprendera assim. Imaginava que não se passava diferente com os maleantes.
Desde quando nascem as pessoas aprendem errado e da mesma forma continuam a viver, pensando erroneamente e agindo como se não existisse um sentido maior , apenas pelo acaso ou por fazer o que lhes oferece prazer , mesmo que de forma efêmera.
A vida simplesmente lhe permitiu concluir e ponderar seus conceitos pesando-os em uma balança onde se fazia a justiça.
Percebeu que discordar ou se revoltar só pioraria a situação, pois se entregar a loucura ou a imprudência lhe impediria de aprender a lição.
Muitos lhe perguntavam de qual lição se tratava e Chanyeol sempre respondia com um com um sorriso, dizendo que se tratava não somente de uma lição mas do princípio de muitas outras coisas caso quisesse viver bem : A lição de que tudo é precioso...Principalmente o sentido da vida.
***
Estava assentado novamente sobre a poltrona próxima a janela, enquanto lembrava-se da conversa que tivera com o policial Sehun , quando o mesmo lhe perguntava como conseguia ser tão tranquilo presenciando tantos males e atos de violência.
Chanyeol simplesmente dizia que observar o mundo ao redor lhe fazia ver o quanto era sortudo.
Porém , ao lembrar-se de um de seus casos mais intrigantes , não evitou franzir o cenho e duvidar do que disse.
Não importa o quão sortudo seja ou o quão bem você está.
Pra tudo existe o seu lugar e o seu momento. Bom seria se as pessoas fossem menos corajosas e soubessem evitar o perigo.
Sehun sempre lhe dizia que a coragem até certo ponto não apenas estimulavam as pessoas a conquistarem seus objetivos mas também alimentava os corações indecisos, porém, se ela fosse ingerida em maior dose poderia tornar-se a pior inimiga do ser humano, pois permitiria que o mesmo viesse a perder o temor.
Não seria preciso questionar, pois em seu entendimento o detetive sabia que o medo impedia que as pessoas se machucassem.
O medo simplesmente impedia que as pessoas fizessem escolhas precipitadas e bloqueava as ações imprudentes. Por isso sabia , que deveria ter cuidado até mesmo com a coragem.
Muitas vezes, preferia sentir medo...
O detetive lembou-se então da fita vermelha , dos senhores aterrorizados e da pequena garotinha , que em meio a tanto conforto, no final não lhe restara nada, nem mesmo para os corações desolados dos pais que a perderam...
Estava tudo preparado para resgatá-la, não havia falhas nos planos da polícia, portanto deixaram de temer, só não esperavam ter a confiança traída assim tão de repente.
Não esperavam perde-la...
FLASHBACK
_Era uma noite chuvosa na cidade de Nottingham quando tudo aconteceu.-Começou o homem ao depositar a xícara de chá sobre a mesa e encontrar-se com os olhos atentos e curiosos do detetive sentado na poltrona frente a si e sua esposa.
_Nós estávamos em casa , bem em nossa biblioteca , quando ouvimos o baque que parecia ter vindo de nossa sala de estar. - Continuou a mulher
_ Porém quando descemos as escadas , vimos os cabelos lisos e negros de Elisabeth , perfeitamente escovados , e bem no topo , seus fios eram presos por um laço vermelho carmesim , o qual a mesma sempre usava. -Explicou _ Seu corpo parecia imóvel sobre a cadeira de balanço , e em suas mãos segurava um livro que estava lendo recentemente. Seu título era " A Adaga Negra '' me lembro muito bem quando ela o comprou e sorriu para mim. -Disse a mulher com a triste expressão em seus olhos, expressando que certamente seu coração se encontrava em um poço escuro longe da tão amada menina que usava uma fita vermelha nos cabelos negros.
_Ela estava de costas para nós -Prosseguiu o homem _ Então levantamos nossas vozes e perguntamos o que havia acontecido. Nada parecia ter caído sobre o assoalho pois tudo estava em seu perfeito lugar, porém o silêncio de Elisabeth nos assustara.
_Sim.-Confirmou a mulher _Nós nos assustamos pois a menina sempre fora tagarela e alegre. Quando nos aproximamos ela não estava lá! -Exclamou ao encarar as mãos entrelaçadas uma na outra enquanto suas lágrimas escorriam pelo rosto fino e pálido molhando as mesmas.
_Como?!-Perguntou Baekhyun , que também participava da conversa.
_Baekhyun! -Repreendeu o maior vendo o menino encolher-se na poltrona e abaixar a cabeça em um mudo pedido de desculpas por ter os interrompido.
_Chanyeol eu não acho que seja bom para Baekhyun escutar esse tipo de conversa. - Aconselhou o homem.
_Não tem problema senhor Kim.-Respondeu o detetive _ Na verdade o Baek me ajuda muito em meu trabalho. Ele é um menino esperto!-Elogiou _ Por favor prossiga...
_Ela não estava lá- Repetiu a senhora
_Então...-Hesitou Chanyeol _Quem estava lá exatamente ? Não era Elisabeth? -Perguntou sério enquanto o menino arregalava os olhos em um misto de curiosidade e espanto.
_Não era nossa filha. Era uma boneca coberta por uma tinta de cor escarlate lembrando-nos a imagem de sangue , certamente mostrando-nos de que Elisabeth já estaria morta. -Respondeu a mulher com a voz falha _ A boneca era mesmo idêntica a ela, até mesmo o seu nariz fino, sua pele alva , e seus olhinhos pequeninos...
_A questão é quem o fez e o porque...-Explicou Chanyeol _ Elisabeth não está morta. Aquilo fora apenas uma pressão psicológica a vocês , um tipo de chantagem , se assim podemos dizer. Dentro de alguns dias vocês receberão um telefonema. Elisabeth fora sequestrada. - Constatou ao ver os olhos espantados dos senhores em sua sala.
_Sequestro? -Perguntou o homem.
_Sim, um sequestro.-repetiu o jovem detetive _ Sobre a boneca e até mesmo sobre a tinta de cor vermelha , e o baque que escutaram. -Começou _ Não estamos lidando com pessoas inexperientes , nem mesmo com pessoas distantes, certamente ele ou eles - Corrigiu _ conheciam Elisabeth, e tudo fora muito bem organizado.-Pensou _Isso me faz pensar que não se trata de apenas uma pessoa , mas sim, uma ação conjunta. Uma quadrilha...-Constatou.
_Você poderá nos ajudar? -Suplicou a mulher sendo acompanhada pelos olhos pedintes de seu esposo e os olhos curiosos de Baekhyun, que ainda se fazia presente na sala.
_Sou apenas um detetive-Respondeu_ Eu gosto do que faço , porém não posso auxiliar vocês durante o resgate de Elisabeth . Eu apenas irei investigar quem fora o culpado e contribuir para que esse seja preso.
_Mas e Elisabeth? -Perguntou o senhor.
_Eu sei que ela é importante para vocês.-Começou _ Mais importante do que qualquer bem material ou quantia de dinheiro , eu claramente posso ver isso expresso em seus olhos! -Exclamou _ Se sequestrassem o Baek e me impressionassem com a cena de um boneco como ele coberto por tinta vermelha após ouvir um barulho em uma casa grande de uma noite chuvosa e fria na velha e doce Inglaterra, eu me assustaria. -Admitiu _Porém o meu conselho para vocês é que tenham calma e paciência. Eles não podem fazer mal à menina antes de ligarem para vocês. Não se desesperem -Aconselhou _ Alertem a polícia, coloquem escutas e câmeras pela casa, pois isso facilitará o nosso trabalho. Assim, Elisabeth porderá voltar segura e esses malfeitores serão presos.
_Obrigado Chanyeol-Agradeceu o homem _ Nos sentimos mais tranquilos assim.
_Fizeram bem em vir me procurar! -Exclamou _ Tudo ficará bem. -Encorajou ao segurar as mãos dos dois vendo-os sorrir em resposta.
_________________________________________________
_________________________________________________
Anotações de Chanyeol
De fato , Elisabeth não fora assassinada , a mesma fora sequestrada.
O baque, a boneca, a tinta...tudo fora organizado para causar pânico ao casal , preparando-os para pedir um resgate.
Certamente , isso não acabaria aqui...
No telefone, uma voz feminina aparentemente nervosa.
Isso fizera o detetive perceber que se tratava de sua primeira vez em um crime, ou pelo menos, no ato de sequestrar alguém e não deixar com que as coisas 'saiam errado '. Pois qualquer tom em falso eu justamente o perceberia , como bem o fiz.
_____________________________________________________________
______________________________________________________________
_O que nós vamos fazer Chany?- Perguntou o menino de forma dengosa enquanto se aninhava nos cobertores abraçando o corpo esguio do maior , encostando a cabeça em seu ombro.
_Você vai para a escola amanhã. - Respondeu vendo o outro reclamar em desânimo.
Chanyeol não sabia como começar o assunto, nem como diria ao pequeno que teriam de abandonar o país, pois se preocupava com as emoções do mesmo. A todo momento estava cercado pelo medo.
Talvez Baekhyun não entendesse o verdadeiro motivo para a preocupação do maior, porém não se afastaria dele, muito menos deixaria com que o mesmo resolvesse o caso sem a sua opinião.
Em sua pequena cabeça pensava também fazer parte daquele mundo.
_ Eu sei que você tem amigos aqui. -começou __ E que gosta muito da Inglaterra , porém eu sempre tive a ideia de que acabaríamos voltando, de um jeito ou de outro...
_Eu não tenho amigos Chanyeol e você sabe disso. -Respondeu _ Eu sei que por causa de seu trabalho viajaremos muito...Na verdade nós nunca saímos da Inglaterra . -Constatou __Sempre moramos aqui em Nottingham e eu não me incomodo de ter de mudar de cidade ou de país, afinal , eu sempre me preparei para isso.
_Eu realmente ganhei dos céus um filho mais precioso que o ouro. -Elogiou ao ver o menino sorrir.
_Mas por que estamos retornando?- Perguntou curioso.
_O dinheiro foi roubado e Elisabeth fora assassinada naquele dia.-Começou _ O dia em que a polícia auxiliara no resgate da menina.
_Céus!-Exclamou Baekhyun.
_Nem mesmo podemos confiar na polícia hoje em dia. Isso é lamentável...
_Como assim? A polícia estava envolvida com os criminosos Chany?- Perguntou assustado.
_Não posso afirmar Baek , mas é suspeito demais. Nada é pequeno para um cérebro grande, e o meu objetivo é pensar em todas as possibilidades , não defendendo nem escondendo nada, apenas supondo e duvidando até encontrar uma resposta. -Explicou _ Mas, como dizer isso para o restante dos policiais? -Questionou _ Eles não perceberam nada porém o mesmo policial que Sehun explicou ter saído do país foi o policial que instalou as escutas e as câmeras. -Falou _ O mesmo que vigiou o dinheiro do resgate, e foi testemunha de quando alguns dos criminosos apareceram na casa e o desarmaram atando seus pés e suas mãos. -Continuou _Após presenciar o assassinato , a polícia e a família puderam ver o tal policial amarrado e amordaçado jogado na sala de estar . Quanto a maleta do dinheiro...-Pausou _ Não estava mais lá. Eles haviam a levado juntamente com a vida da garota.
_Que absurdo Chany! -Exclamou descontente _ Mas...por que você não a ajudou Chany? -Perguntou _Eu tenho certeza de que se você tivesse realmente entrado nesse caso teria conseguido salvar a ela e o dinheiro...-Concluiu __ Eu admiro Sehun, afinal, é um dos poucos amigos que tenho também.-Sorriu __Mas odeio a forma como ele trabalha! -Exclamou __Ele e contenta rápido demais com uma situação, não resolve as coisas como elas devem ser resolvidas e não sabe como agir Chany.-Pausou __Porém desta vez ele havia pedido a sua ajuda...Por que não o fez?
Baekhyun chegara justamente no ponto onde mais detestava discutir ou admitir que precisava se afastar.
Reunira os dados, as informações necessárias, até mesmo o local do crime, inclusive mentira para os pais dizendo que a garota sobreviveria pois sabia que Sehun não daria conta do recado.
Porém fora preciso mentir, omitir e assistir o crime se esvaindo ,pois pouco a pouco descobriria a solução e resolveria o enigma, porém, como explicaria tal coisa para Baekhyun?
_Baek-Pronunciou de forma doce ao virar o rosto e encarar os olhos do menino _ E os bandidos? Eles continuariam soltos? -Perguntou ao ver os olhinhos atentos o acompanharem _ As vezes algumas pessoas precisam morrer para que a resposta venha chegar até a justiça fazendo com que outras pessoas sejam salvaz.-Explicou de forma triste _ É preciso que um sacrifício seja feito Baek...
_No caso esse sacrifício fora Elisabeth?
_Não digo apenas ela, porém através de sua morte poderei investigar esse caso. Se ela estivesse viva eu não desconfiaria do policial, não teríamos dado nem mesmo um passo nessa investigação.
_As vezes você é cruel...-Sorriu enquanto pensava _Mas eu entendo o seu ponto de vista e concordo com você.
Sabia que no coração do outro a revolta causada pelo assassinato dos pais ainda o corrompia de ódio , o que o maior disfarçava com a falsa aceitação .
Sabia principalmente que gostaria de ter salvo Elizabeth, porém ela fora o sacrifício.
Desde pequeno aprendeu que deveria se compadecer pelas pessoas, então enquanto analisava os dedos de Chanyeol escorregarem sorrateiramente pelas prateleiras da biblioteca pensava se a mesma situação se repetisse.
Relembrou o que seria se compadecer por alguém colocando-se então no lugar de Elisabeth.
Agora, ele mesmo seria o sacrifício.
Viu Chanyeol assentar-se na poltrona macia e se aproximou pronto a questionar- como era seu costume-
__ Mas e se fosse eu?-Perguntou ao abaixar-se na frente do outro segurando suas mãos enquanto olhava profundamente em seus olhos. _E se fosse comigo Chany?-Perguntou novamente _ E se me sequestrassem? E se me torturassem? -Continuou _ E se fizessem um boneco meu e mostrassem a você? E se...
_ Pxiu...-Interrompeu o maior ao tampar os lábios do menino com suas mãos. _Não diga essas coisas...-Respondeu ao sentir o coração se apertar.
_Mas Chany...-Continuou de forma firme após abaixar as mãos do outro e tirá-las de seu rosto _ Quando você me viu pela primeira vez, em meio ao lixo, em uma sacola qualquer , sujo , com as roupas em trapos...
_Baek-Interrompeu.
_ Sozinho, desamparado...-Continou _ O que você sentiu?
Chanyeol suspirou pesadamente pensando em como poderia responder tal perguntar e mudar de assusto, de forma que pudesse tirar tais pensamento da cabeça do menor.
_Você era apenas uma criança inocente e pura , certamente não merecia aquilo. Não merecia a maldade humana.-Respondeu _Seus olhinhos tão pequeninos , estavam amedrontados! - Exclamou _ Nem mesmo deixou com que eu me aproximasse de tanto que seu pequeno corpo tremia... De medo ou seria apenas frio?-Perguntou para si mesmo enquanto o outro parecia pensar.
_De frio...você é o meu pai agora Chanyeol. A pessoa que me ama, certamente a pessoa mais importante para mim nesse mundo. Eu sou assim para você?
_De onde tirou essa pergunta?-Encarou de forma séria _Lógico que lhe amo , eu daria minha vida por você , eu sou seu pai Baekhyun.-Respondeu.__Levante-se.
Baekhyun levantou-se voltando-se novamente para as prateleiras enquanto se punha de costas para o maior escondendo a face chorosa que se formara ao sentir o coração minimamente temer.
_Não quero ficar longe de você.-Respondeu com a voz chorosa tendo seu corpo arrastado delicadamente para junto dos braços do outro.
_Não vamos nos separar Baekhyun, o que é isso?!-Exclamou ao assustar-se com as ações do menino. _Não quero me separar...-Continuou. _ Eu digo às pessoas para que possam manter a calma, porém eu seria o primeiro a me desesperar como um louco , se algo acontecesse a você. Eu não responderia por minhas ações...-Pronunciou de forma que acusasse a si mesmo.
Chanyeol acariciou as bochechas de Baekhyun, vendo as lágrimas escorrerem de seus olhos, não muito diferente consigo, pois também temia.
Temia perder Baekhyun , assim como os seus pais, Elisabeth e tantas outras pessoas pelo mundo...Tinha medo.
FLASHBACK OFF
Quando seus olhos se encontraram com os de Baekhyun sentiu como se os céus estivessem lhe dando um presente.
Talvez por ter perdido os pais e mesmo assim não ter murmurado, o universo retornara para si novamente alguém a quem conversar e amar: Um filho.
Baekhyun sempre se intrometia, sempre o interrompia, sempre o dava trabalho, porém as vezes acertava no que falava , inclusive quando se expressava revoltosamente.
O detetive apenas desejava que tal sorte jamais o deixasse , que tal destino jamais impedisse que o que ama fosse tirado novamente de si , pois para ele o verdadeiro sentido baseava-se no amor.
Quando o encontrou , estava decidido abandonar a Coréia , assim não se lembraria tanto das coisas que o abatiam, pois é impossível esquecer, porém faria um esforço para que isso não o destruísse.
Escutou os ruídos que provinham das caixas de papelão que vinham do lixo , bem ao lado de uma fábrica de roupas , e curioso , desejou ver do que se tratava.
Pensava ser apenas um bicho , como um filhote de gato ou um cachorrinho, porém ao se aproximar mais , notou os fios negros e sedosos que se mostravam para fora da caixa, logo vendo as mãos pálidas e certamente gélidas, os ombros nus e a pele arrepiada pelo frio intenso que se fazia na cidade.
Sentiu o coração bater forte. Talvez pelo susto ou pela revolta.
Seria mesmo possível haver uma pessoa dentro daquela caixa?
Por fim, viu os olhos pequenos quase fechando-se. Talvez estivesse com febre.
Os murmúrios aumentavam a cada passo que o maior dava , ainda em estado de choque. Talvez estivesse com medo.
Encolheu-se ao sentir a ventania forte que passou pelo local mordendo os lábios ressecados. Talvez estivesse com frio.
Chanyeol o acolheu. Imediatamente voltou para seu apartamento e mediu a temperatura da criança constatando que de fato estava com febre.
Alimentou-a e a agasalhou vendo que se esquivava a cada toque do maior, constatando que estava com medo.
Arrepiou-se ao sentir as orelhas congelando , assim como a pontinha dos dedos que estavam rígidos , até Chanyeol lhe colocar um gorrinho azul , e agasalhar suas mãos com as luvinhas negras.
Naquele dia, agradeceu aos céus por ter lhe concedido mais uma chance.
''Por que tão hipócritas? Por que tão mentirosos?
É o que eu me pergunto sempre quando ofereço uma xícara de chá a alguém pedindo-o para que se mantenha calmo enquanto me conta o ocorrido.
Eu seria o primeiro a arrancar meus cabelos em desespero.
Eu sou hipócrita....Não quero mentir. Eu sou hipócrita...
Sou um desesperado...''
'' Em meio ao desespero
Nem mesmo um feixe de luz pode ser percebido.
Liberando a minha dera interior.
Aprofundando-me entre as chamas.
O meu coração tortuoso se parte...''
Nenhum comentário:
Postar um comentário